O entardecer ensolarado da cidade de Lins e a jogada pela esquerda, logo aos dois minutos, que Emerson fez para o golaço de Guerrero, trouxeram aquela sensação de que “a tarde seria nossa”.
O primeiro tempo foi digno do time Campeão do Mundo repetindo inclusive aquele nosso excesso de preciosismo de quando saímos na frente do placar e simplesmente passamos a jogar num ritmo diferente e sem uma preocupação ofensiva decisiva.
Tivemos alguns lances interessantes como a jogada de Emerson que após cruzamento de Edenilson quase marca e a de Paulinho que experimentou um chute, com perigo, de fora da área.
O time adversário, errando no ataque em constante posição de impedimento e com algumas jogadas defendidas por Danilo Fernandes ou afastadas pela zaga, praticamente não levou perigo para ao gol corinthiano.
A partida seguiu com alguns belos lances que não resultaram em gols, mas que foram jogadas bonitas e que deram a sensação equivocada de que sairíamos com placar elástico. Ironicamente, não é novidade que, toda vez que o Corinthians apresenta um volume de jogo imensamente maior e abre o placar sem grandes dificuldades a “filosofia da posse de bola” toma conta e ficamos sujeitos ao que se viu.
O segundo tempo trouxe uma sonolência absurda ao elenco corinthiano possibilitando o empate da equipe adversária. Imediatamente Tite substituiu Jorge Henrique por Alexandre Pato e apesar de toda a mobilidade adquirida pelo time, a substituição não surtiu efeito e em seguida sofremos a virada.
O Corinthians acordou, foi totalmente para o ataque e o time da casa seguiu fazendo a linha da garantia do placar para continuar sonhando com o G8. Tivemos uma perigosa cabeçada de Paulo André, algumas tentativas em lances de bola parada, aproximadamente 15 minutos tendo um jogador a mais em campo e uma vontade visível de Alexandre Pato em buscar o gol. Nada disso foi suficiente.
A tarde que seria de céu ensolarado de goleada no interior ficou cinzenta igual o céu de hoje na Capital Paulista e saímos com o placar adverso por não saber, mais uma vez, equilibrar o nível de atenção na partida após estarmos à frente.
Outro ponto digno de nota foi a atuação do juiz que, além de não apitar algumas faltas, simplesmente ignorou pênalti claro sofrido por Emerson.
A subjetividade dos conceitos:
Danilo Fernandes – Fez algumas defesas, mas não me parece seguro.
Alessandro – Nada que eu diga vai ajudar, mas talvez o fato de que ele salvou um gol certo do Linense talvez contribua.
Gil – Já fez partidas melhores.
Paulo André – Tentou contribuir no ataque e tirou alguns lances na defesa.
Ralf – Sempre joga com o seu melhor.
Edenilson – Caiu bastante de produção nos últimos jogos.
Paulinho – Entusiasmado em fazer jogadas ofensivas. Pena que não deram certo.
Emerson – Gosto de vê-lo jogar! Perturbou a vida dos zagueiros, amarelou os adversários, correu bastante.
Danilo – Absolutamente discreto e sonolento.
Jorge Henrique – Jogou menos do que tem sido o seu normal.
Guerrero – Fico impressionada com a postura do jogador. O cara é incansável, joga de maneira inteligente e é um senhor goleador.
Alexandre Pato – Correu, chutou, assoviou, tentou.
Paulo Victor – Animado com a estréia.
FICHA TÉCNICA
LINENSE 2 X 1 CORINTHIANS
Local: estádio Gilberto Siqueira Lopes, em Lins (SP)
Data: 14 de abril de 2013 (domingo)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Ferreira Lima (SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Mauro André de Freitas (ambos de SP)
Cartões amarelos: Marcelo, Elias, Álvaro (Linense). Ralf, Danilo (Corinthians)
Cartão vermelho: Marcelo (Linense)
GOLS: LINENSE: João Sales, aos 10, e Leandro Brasília, aos 18 minutos do segundo tempo
CORINTHIANS: Guerrero, aos 2 minutos do primeiro tempo
LINENSE: Leandro Santos; Marcelo, Álvaro, Fábio Lima (Bruno Ribeiro) e Tarracha; Elias, Leandro Brasília, Gilsinho e Lenílson (Thiaguinho); Fernandinho e João Sales (Leanderson)
Técnico: Bruno Quadros
CORINTHIANS: Danilo Fernandes; Alessandro, Gil, Paulo André e Edenilson; Ralf (Paulo Victor), Paulinho, Danilo e Jorge Henrique (Alexandre Pato); Emerson e Guerrero
Técnico: Tite